Antes do lançamento do primeiro Guardiões da Galáxia (2014), eu lembro que todos consideraram arriscada a decisão da Marvel de apresentar uma esquipe nenhum pouco mainstream, chegaram a dizer que seria a prova de fogo da produtora nos cinemas, pois bem, hoje nós sabemos que a total falta de expectativa e o desconhecimento do grande público não foram páreos para Peter Quill, Gamora, Rocket Racoon, Drax e Groot, mas será que a Marvel conseguiu manter o nível agora que os heróis desajustados conquistaram legiões de fãs?

A cena de abertura de Guardiões da Galáxia Vol.2  remete muito ao que vimos na primeira aventura do grupo de heróis desajustados, eles se comportam aqui como uma família e demonstram-se extremamente integrados, pelo menos na medida do possível.

A cena contém todos os elementos de uma família, o cuidado e carinho com os integrantes mais novos, o romance, as discussões e brigas, sim, isso tudo somente na cena de abertura que é bem criativa, original, divertida e empolgante.

Ayesha – Elizabeth Debicki

Peter Quill (Chris Pratt) e seus companheiros estão em uma missão, eles precisam eliminar uma criatura que está ameaçando os Soberanos, liderados pela fria Ayesha (Elizabeth Debicki), para que Gamora (Zoe Saldana) possa pedir algo em troca, sua irmã Nebula (Karen Gillan) que é prisioneira de Ayesha por ter roubado.

É obvio que os Guardiões conseguem resgatar Nebula, assim como é óbvio que eles conseguem estragar tudo com Ayesha e os Soberanos.

Rocket Racoon (Bradley Cooper), apesar de avisado quanto a sensibilidade dos Soberanos a insultos, acaba não só insultando-os como também roubando-os, deixando bem evidente a sua característica de não entender muito bem o significado de ironia. A partir disso, os personagens acabam sendo divididos em duas equipes.

Arte Conceitual

Peter Quill, Gamora e Drax (Dave Bautista) ficam com a missão de desvendar os mistérios sobre o pai de Peter, Ego (Kurt Russell) que vive em seu próprio planeta homônimo em companhia de Mantis (Pom Klementieff).

Enquanto isso, Rocket é encarregado de cuidar de Groot, reparar a nave destruída pelos Soberanos e manter Nebula presa, porém acaba fracassando em sua missão e sendo preso pelos parceiros ou ex-parceiros de Yondu (Michael Rooker).

Uma vez já apresentados, a preocupação de James Gunn para o segundo filme foi a de desenvolver os personagens e ao separá-los, o roteiro consegue adicionar camadas a todos eles.

O filme trata de questões acerca de relacionamentos familiares e utiliza-se do sentimento de abandono/busca pelo pai de Peter, a disputa, inveja e redenção das irmãs Gamora e Nebula, o arrependimento de Yondu, as descobertas de Rocket e a interação do Baby Groot no meio disso tudo, para aproximar o telespectador e fazer com que ele sinta empatia pelo que está sendo mostrado.

Baby Groot sou eu na vida sem saber qual botão apertar

A trilha sonora está novamente incrível e super sincronizada com a mensagem e ação do longa, os efeitos especiais, maquiagem e o 3D são simplesmente encantadoramente mágicos, o filme é super colorido, cheio de texturas, profundidade e espetáculos visuais criativos e empolgantes, o Planeta Ego é um show a parte! Os novos personagens acrescentam bons elementos a trama, Mantis com Drax formam uma dupla extraordinariamente peculiar.

Guardiões da Galáxia Vol.2 é um aprofundamento nos personagens que conhecemos no primeiro longa, que cada vez se prova não só uma super-equipe, mas uma super-família! O filme faz rir, enche os olhos visualmente, mas onde ele mais toca é no coração do telespectador, principalmente em seu emocionante, inesperada e tocante terceiro ato.

Sim, o filme contém cinco cenas pós créditos, algumas são engraçadas, outras deixam um gosto de quero mais e uma em especial é mind-blowing, pois um certo novo personagem é introduzido e cara, esse personagem promete!

Quantos cafézinhos o filme merece?

 

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