Wonder Woman (Mulher-Maravilha) é a mais nova aposta da DC Comics para o cinema, após os tão criticados filmes anteriores, será que dessa vez acertaram no navio inimigo ou o míssil caiu no mar de novo?

Antes de ser a Mulher-Maravilha (Gal Gadot), Diana era a princesa das amazonas, mulheres guerreiras criadas por Zeus para impedir que Ares, o deus da guerra, destruísse o mundo e as suas maiores criações, nós humanos.

Diana, desde criança, sempre foi fascinada pela luta e vê-se obrigada a treinar escondida com Antíope (Robin Wright), quando sua mãe Hippolyta (Connie Nielsen) a proíbe de treinar com medo de que o grande segredo por trás de seu nascimento seja revelado. Porém, com o passar dos anos, tanto pela natureza de Diana, quanto por sua teimosia, acaba sendo inevitável que sua protetora mãe aceite que a filha nasceu para ser uma guerreira, assim, Diana começa a desenvolver suas habilidades de combate.

Certo dia, um avião cai no mar de Themyscira e quando Diana salva o piloto espião Steve Trevor (Chris Pine), descobre que a paz de sua ilha não reflete exatamente a condição do mundo atual, o que, devido a sua natureza, a compele a deixar sua ilha e seguir para a guerra para derrotar Ares e assim, acaba descobrindo um pouco mais sobre a humanidade, o amor, seu passado, poderes e destino.

Patty Jenkins acertou em cheio na direção, coisa que não se via no universo cinematográfico da DC até então, além disso, o longa é super bem equilibrado, não temos aqui aquelas piadas fora de tempo e contexto típicas do Universo Marvel por exemplo, as piadas aqui são bem colocadas, há momentos emocionais, momentos engraçados e vibrantes, mas tudo sempre bem equilibrado.

Themyscira é muito bem criada, a ilha é simplesmente mágica e de encher os olhos, e a mitologia das guerreiras amazonas, apesar de ser rápida, é bem explicada, sem deixar o telespectador com dúvidas a respeito de quem são, como vivem e quais são os seus objetivos.

As cenas de luta são bem coreografadas e o uso do slow-motion, apenar de excessivo, é muito bem colocado, tudo aqui é bem pensado, não é o slow-motion típico do Michael Bay por exemplo.

A fotografia do longa é impecável, a transição da paleta de cores entre Themyscira e o resto do mundo é perfeita. Além disso, temos bem menos cenas de lutas na escuridão total, como estamos acostumados a ver nos filmes de Snyder, é claro que ainda há a necessidade de melhoras, mas pelo menos agora conseguimos ver os movimentos dos personagens em meio as lutas.

Os atores estão muito confortáveis em seus papeis, Gal Gadot, apesar da polêmica idiota inicial por não ser uma mulher musculosa, é a Mulher-Maravilha perfeita e Chris Pine me surpreendeu como Steve Trevor. Eu não conheço muito os quadrinhos da DC Comics, então eu não sabia muito o que esperar do personagem e acabei ficando de boca aberta com o seu arco.

É claro que nem tudo é perfeito, o filme sofre com o uso do CGI em algumas cenas, mas nada que chegue a desqualificar o filme. Quanto ao terceiro ato, que está sendo amplamente criticado por destoar do resto do longa, creio que seja meramente uma questão de gosto, pois eu gostei muito do plot twist que envolve o vilão e também gostei das megalomaníacas cenas de luta do final, e você, o que achou?

Patty Jenkins com sua Mulher-Maravilha não trouxe somente o primeiro filme solo de uma super-heroína para os cinemas  ei, não se esqueça que já tivemos o filme da Elektra, ok, esqueça sim , nem somente questionamentos acerca do quanto a mulher é forte, ou questionamentos acerca de representatividade em ambientes quase que exclusivamente masculinos, ela simplesmente trouxe o primeiro acerto do universo cinematográfico da DC Comics e lá no futuro vamos poder contar para os nossos netos que a DC Comics teve seu primeiro acerto graças a uma mulher dirigindo um longa sobre uma super-heroína!

Quantos cafés Wonder Woman merece?

Diana, leve minha despensa inteira deusa!!

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