Spider-Man Homecoming é o sexto filme do super-herói no cinema, cuja primeira trilogia foi dirigida por Sam Raimi e interpretada por Tobey Maguire. Em 2012 foi feito um reboot da franquia, dessa vez dirigida por Marc Webb e interpretada por Andrew Garfield, porém esta não conseguiu alcançar o sucesso de sua primeira versão e acabou chegando apenas ao seu segundo filme, chegamos em 2017 com um novo reboot, dessa vez com a promessa de ser mais fiel a essência do personagem, mas será que Jon Watts e Tom Holland conseguiram?

Depois de ser convidado por Tony Stark (Robert Downey Jr) para atuar ao lado dos Vingadores em Guerra Civil (2016), o jovem Peter Parker (Tom Holland) volta para casa e para a sua vida “normal”.

Extasiado pela sua participação curta nos Vingadores, o jovem nerd passa seus dias aguardando por uma ligação de Stark solicitando seus serviços teiosos para uma próxima missão da super-equipe, ligação essa que nunca ocorre.

Enquanto espera, o Homem-Aranha segue lutando diariamente contra pequenos crimes no Brooklyn, estabelecendo sua imagem de amigão da vizinhança, porém, seu espírito jovem e sua alma heroica lhe sopram que ele é capaz de desempenhar tarefas maiores.

É em meio a um assalto a banco que o Homem-Aranha descobre que estão traficando armas muito poderosas na cidade, então ele segue os rastros dos crimes até chegar no chefão do bando, o Abutre (Michael Keaton).

Abutre não é um vilão megalomaníaco ao estilo Marvel, ele não quer destruir o mundo, apenas quer de volta o que lhe foi tirado, é claro que ele faz isso da forma mais torta possível, mas suas motivações são compreensíveis e o trabalho de Michael Keaton aqui é muito bem feito! Além disso, a reinvenção do personagem nas telas foi algo que me agradou bastante, uma vez que o Abutre original dos quadrinhos é bem qualquer coisa.

Não demora muito para que o amigão da vizinhança descubra que as armas estão sendo fabricadas com tecnologia alienígena roubada majoritariamente das Indústrias Stark, então ele tenta alertar Tony de todas as formas e falha miseravelmente em chamar a atenção do herói, pelos motivos certos pelo menos.

Fato é que ao tentar combater a ameaça, Peter coloca a vida de várias pessoas ao seu redor em risco e acaba tendo seu uniforme tecnológico recolhido pelo seu criador desapontado Tony Stark.

Se você não é nada sem o traje é porque você não merece tê-lo.

Munido de seu uniforme feito em casa, Peter se vê em uma jornada de descoberta onde precisa se provar que é capaz de ser um herói mesmo sem a tecnologia Stark para lhe ajudar.

A fotografia do filme é bem colorida, a trilha sonora é divertida e tensa quando precisa ser, eu nem vou comentar o quentinho no coração que deu quando tocou a música tema original do teioso, foi lindo! As atuações estão incríveis por parte de todo o elenco, principalmente os colegas de classe de Peter, o fato do filme se passar em ambiente escolar e termos mais interações nesse ambiente foi um baita acerto!

Spider-Man: Homecoming é um filme bem despretensioso e isso está longe de ser um defeito, o acerto aqui está em não se levar a sério demais, não tentar se igualar ou superar as adaptações anteriores e sim fazer algo diferente que felizmente foge da mesmice, trás um novo fôlego para um dos heróis mais amados do mundo e definitivamente consegue capturar a essência do Peter Parker que todos nós amamos!

Quantos cafés Spider-Man: Homecoming merece?

 

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