Lançado no dia 27 de Julho no Brasil, Dunkirk é o mais novo filme de Christopher Nolan, que se utiliza de elementos históricos misturados com ficção para criar uma visão vigorosa e intensa de um dos eventos que ocorreram na Segunda Guerra Mundial.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha avança rumo à França e cerca as tropas aliadas nas praias de Dunquerque. Sob cobertura aérea e terrestre das forças britânicas e francesas, as tropas de aproximadamente 400 mil soldados são lentamente evacuadas da praia com as tropas alemãs em suas costas e aviões lançando bombas do céu para impedir que os soldados retornassem para o seu país.

A Royal Air Force envia várias equipes para defender as embarcações que devem resgatar os soldados ilhados e defendê-los de ataques aéreos e as autoridades britânicas, em uma atitude inédita, convoca e envia centenas de pequenos barcos tripulados por seus proprietários civis para auxiliar no socorro e evacuação das praias.

Nas praias, as tropas vivem em um misto de esperança, aflição, terror, derrotismo e ansiedade enquanto aguardam pelo resgate e almejam voltar para casa o quanto antes, enquanto bombas continuam a cair do céu frustrando seus planos e esperanças. Toda essa sensação de derrotismo, tensão e desesperança é amplamente sentida pelo telespectador na medida que acompanhamos as tentativas e falhas que são constantes durante todo o filme.

Tudo em Dunkirk consegue deixar o telespectador aflito, pois tudo é grandioso e os detalhes contribuem para a sensação de que estamos de verdade no meio daquela experiência, o diretor evitou usar efeitos especiais e para isso utilizou locações reais onde os fatos ocorreram, assim como verdadeiros navios e aviões da Segunda Guerra e muitas das pequenas embarcações que  levaram os soldados sãos e salvos de volta para a Inglaterra.

Toda essa experiência tensa é acompanhada por três pontos de vista diferentes, sendo elas em solo na praia e no molhe onde ocorre a evacuação tendo como personagens principais do núcleo os soldados Tommy (Fionn Whitehead), Gibson (Aneurin Barnard) e Alex (Harry Styles), no ar defendendo as embarcações e os soldados das investidas aéreas inimigas tendo como personagem principal Farrier (Tom Hardy) e no mar onde as pequenas embarcações de civis avançam para auxiliar no resgaste de soldados, tendo como personagens principais Mr. Dawson (Mark Rylance), seu filho Peter (Tom Glynn-Carney) e o jovem e corajoso George (Barry Keoghan).

Enquanto a questão dos múltiplos pontos de vista enriquecem a narrativa há um pequeno revés, pois além de ocorrer em três linhas narrativas diferentes, o filme ocorre também em três linhas temporais diferentes que somente no final se encontram, o que causa certa confusão no telespectador, mas nada muito fora do normal pra quem já está acostumado com essas loucuras boas do diretor, vide Interestelar Inception.

Dunkirk é um épico de guerra original onde Nolan nos faz questionar o que seria de verdade a vitória, se utilizando para isso de um fracasso para demonstrar que mesmo em meio a derrotas podem haver vitórias e pequenos sucessos.

O clima tenso intensificado pela trilha sonora incrivelmente visceral, marcante e arrebatadora de Hans Zimmer contribui muito para que Dunkirk seja um filme daqueles que te faz ficar com as mãos grudadas no apoio da poltrona grudado na cadeira ou se lançando a todo momento para frente para checar todos os detalhes, a assistência do filme em uma tela Imax só torna a experiência ainda mais imersiva e absurdamente real, se você tinha alguma dúvida sobre ir ao cinema, eu só digo que você não deve hesitar em correr para ver esse filmão da porra!

Quantos cafés Dunkirk merece?
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