O Velho e o Mar, originalmente The Old Man and the Sea, é um romance de Ernest Hemingway e sua última obra de ficção publicada ainda durante a sua vida, sendo escrita em 1951 e publicada em 1952.

O livro nos conta a história de um velho pescador que, apesar de ter muita experiência com a pesca, encontra-se numa maré de azar que já perdura quase três meses, ou seja, o personagem principal da história é um pescador que não consegue pegar peixes.

Descreditado pela comunidade de pescadores, o velho segue sua rotina diária de tentativas sempre seguidas fracassos, mas sem nunca abaixar a cabeça e dar razão aqueles que o descreditam e desacreditam de sua capacidade e talento. Em meio as pessoas amargas dessa comunidade, o seu jovem e único amigo Manolin é quem o incentiva a continuar tentando, o jovem cuida do velho como se fosse seu próprio pai, com um amor incondicional e exemplar.

 

No 85º dia de tentativas, o velho finalmente consegue fisgar um peixe, porém ele não fisga um peixe qualquer, ele fisga um peixe incrivelmente grande de aproximadamente cinco metros de comprimento e setecentos quilos.

A alegria inicial por ter conseguido fisgar um peixe tão descomunal dá lugar a preocupação, pois o peixe oferece muita resistência e arrasta a pequena canoa do pescador cada vez mais para o alto mar.

É engraçado que em certa parte do livro a escrita me levou a pensar que aquilo talvez fosse um delírio do velho e me deu um enorme receio de que o anzol tivesse na verdade enganchado em qualquer outra coisa e que a luta do pescador era vã, porém foi apenas uma artimanha do autor.

A partir do momento que o peixe é fisgado, somos levados a acompanhar o sofrimento e o grande esforço do pescador para conseguir pescar em definitivo o peixe e levá-lo para a comunidade pesqueira, em momento algum durante o livro ele pensa em levar o peixe para se mostrar, ele se esforça por ser um pescador, pela tarefa estar intrínseca a ele e é lindo ver o respeito e até o carinho com o qual ele trata a descomunal presa.

Nem o sol escaldante, nem as feridas causadas pela linha ou outros ferimentos causados por tanto lutar pelo peixe ou o desgaste e a frustração de ter que defender seu peixe de tubarões faz com que o velho pescador desista de pescar o peixe.

O Velho e o Mar é um livro incrível sobre superação pessoal, mas também diz muito sobre não subestimar o outro por qualquer motivo que seja, pois mesmo que alguém aparente ser fraco, ou incapaz de cumprir alguma atividade, você pode se surpreender com o quão forte uma pessoa realmente determinada pode alcançar metas que você em suas limitações julgava impossível, nada é impossível para aquele que acredita em si mesmo e quem acredita em si mesmo não desanima com descrédito alheio.

Quantos cafés O Velho e o Mar merece?

Anúncios