Atômica (Atomic Blonde) é um filme repleto de ação e mistério dirigido por David Leitch e baseado na Graphic Novel “The Coldest City” escrita por Antony Johnston e Ilustrada por Sam Hart, inclusive a Graphic Novel acaba de ser lançada por aqui pela editora DarkSide Books.

 

Durante a Guerra Fria e as vésperas da queda do muro de Berlim, a agente Lorraine Broughton (Charlize Theron), conhecida por ser a assassina mais brutal do MI6 é enviada para a cidade para investigar a morte de um agente aliado recuperar uma lista de valor inestimável e para isso se une ao chefe da estação local, David Percival (James McAvoy) e acaba se envolvendo em um jogo letal de espiões, onde o maior risco é o de confiar em alguém.

 

A tal lista que Lorraine precisa recuperar, foi roubada do agente aliado cujo qual ela está investigando o assassinato. Essa lista nada mais é do que uma relação de todos os agentes duplos e não é preciso ser nenhum grande pensador para chegar a conclusão de que o documento não pode de forma alguma cair em mãos erradas.

Eu tenho até dificuldade de falar sobre o filme, pois são tantos pontos dignos de menção honrosa que eu poderia facilmente ficar o dia inteiro escrevendo minhas impressões; para não dar spoilers, o que definitivamente não é algo legal de se receber especialmente em um filme sobre espionagem, encerro minha descrição da história por aqui, mas há outros pontos a ser considerados ainda.

Fotografia com utilização de luz neon

A fotografia desse filme é absolutamente estonteante, o Neon é frequentemente utilizado e concede ao filme uma estética energética e atômica assim como o seu título sugere, porém, essa fotografia estonteante é intercalada com momentos nos quais é fria e dura e isso é proposital e se encaixa muito bem em todos os momentos nos quais deve ser mais vibrante ou mais visceral.

Fotografia utilizando luz natural e luz artificial fria

Charlize Theron, papai do céu, está incrível nesse papel, ela entrega aqui toda a brutalidade, sensualidade, agressividade corporal e sexual, além de conseguir mesclar toda essa força bruta com extrema sutileza e vulnerabilidade, fatos que como dito anteriormente combinam muito com a proposta de fotografia. Os outros atores e atriz também apresentam um trabalho impecável, mas é Charlize que rouba a cena, os olhos, o controle e o coração do telespectador.

As cenas de ação são absurdamente e inacreditavelmente bem coreografadas, além disso, o filme faz utilização do recurso de planos longos e planos sequência durante as cenas de luta que são definitivamente de tirar o fôlego não só do telespectador quanto dos personagens que estão lutando em tela; tanto que há um puta plano sequência no terceiro ato do filme onde os agentes que estão lutando param para recuperar o fôlego antes de dar o próximo soco. O filme acerta mais uma vez por entregar certa realidade em suas  cenas de ação.

 

Atômica é um exemplo daqueles filmes que você se surpreende justamente por chegar de mansinho, sem fazer muito barulho ou jogar milhões de trailers na sua cara e acaba ganhando o seu coração. Toda a brutalidade, sensualidade, vigor, sutileza, habilidade, violência, sexualidade, ossos quebrando, sangue sendo derramado e tiros disparados aqui aliados com a interpretação irrevogavelmente atômica de Charlize, fazem desse filme o melhor filme de ação que eu pude ver esse ano, desbancando até mesmo o maravilhosos Baby Driver! Corra até o cinema mais próximo e assista ao filme com bastante atenção, pois é possível que você se perca no jogo de gato e rato dos agentes duplos, mas sem dúvida alguma você sairá da sessão extasiado (a), gritando aos quatro ventos que Atômica é sem dúvida um filmão da porra, com uma atriz do c%¨$*(0!!

Quantos cafés Atômica merece?

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