Thor: Ragnarok é o terceiro filme do deus do Trovão, com direção de Taika Waititi, roteiro de Eric Pearson, Craig Kyle e Christopher Yost, lançado primeiro aqui no Brasil em 26 de Outubro e lá fora amanhã, 3 de Novembro.

Depois de sua última aparição, onde se despediu dos Vingadores para resolver os problemas em Asgard, procurar Jóias do Infinito e evitar o Ragnarok, Thor (Chris Hemsworth) encontra-se em uma corrida contra o tempo para impedir que a destruição de seu mundo e o fim da civilização Asgardiana se concretize pelas mãos de sua irmã Hela (Cate Blanchett), a deusa da morte como se ter como irmão o deus da trapaça já não fosse o bastante.

Logo na primeira cena de porrada com Hela, Thor e Loki (Tom Hiddleston) são chutados para o espaço e acabam sendo sugados por um dos buracos de minhoca que levam até Sakaar. 

Sakaar é um planeta repleto de seres robóticos, androides e extra-terrestres e a maior parte do “lixo” perdido na galáxia, ou a maior parte do que se perde nas viagens pelos portais interdimensionais acabam sendo sugados para lá. No filme, Sakaar é governada pelo Grão-Mestre (Jeff Goldblum), que se utiliza do serviço de coletores como a Valquíria (Tessa Thompson), para conseguir competidores para suas lutas em uma arena de gladiadores que utiliza para entreter o povo de Sakaar.

Thor é capturado por Valquíria, assim que cai em Sakaar, lá ele é escravizado e utilizado como gladiador, enquanto sua captora recebe uma boa quantidade de dinheiro por entregá-lo ao Grão-Mestre, mas ei, lembra que eu disse que Loki também vai parar em Sakaar? Loki é o deus da trapaça, você acha mesmo que ele seria escravizado por alguém? Não, Loki torna-se amiguinho do Grão-Mestre.

Acho que eu não preciso dizer quem é o campeão do Grão-Mestre, todo mundo que viu o trailer ou qualquer divulgação do filme sabe que há uma luta entre Thor e Hulk (Mark Ruffalo), o que ninguém sabe e eu não vou contar é como termina e como acontece essa luta, o que eu posso dizer é que absolutamente todas as cenas envolvendo os dois personagens são extremamente engraçadas.

A metade do filme foca nas tentativas de Thor de sair de Sakaar e levar consigo algumas pessoas para lutar contra Hela, enquanto a vilã faz da vida dos Asgardianos um verdadeiro inferno em Asgard! Sacou o trocadilho, sacou? Tá, parei!

É obvio que Thor consegue sair de Sakaar e levar algumas pessoas consigo para lutar contra Hela, o que me chamou a atenção nisso foi que tudo que eu pensava que iria acontecer referente ao Ragnarok, aconteceu, só que ao contrário. Pelo menos ao meu ver foi bem surpreendente o plot-twist relacionado ao apocalipse Asgardiano e eu gostei bastante da solução encontrada.

O filme é uma comédia de super-herói e eu tenho certeza que vai decepcionar aos fãs que esperavam uma coisa mais séria, afinal, estamos falando de um apocalipse; porém, sou um ponto fora da curva, pois eu não tenho amor nenhum pelos filmes anteriores do deus do Trovão e ouso dizer e correr o risco de levar uns comentários do mal, que esse é o único filme do herói que presta! Falei e sai correndo.

Aventureiro, bem-humorado, com piadas bem pontuadas, tem algumas piadas relacionadas ao nome do portal que eles precisam atravessar para sair de Sakaar que apesar de infantiloide me fez soltar altas gargalhadas, além da cena com a participação especial do Doutor Estranho, que além de estar engraçadíssima, mostra o quando o Mago Supremo da Marvel está evoluindo na arte de controle e manipulação da magia. Outro personagem possui momentos divertidos é o gladiador Korg, que foi criado com capturas de movimento do próprio diretor do longa.

“Thor: Ragnarok” é um filme divertido, consciente de sua comédia e por isso acerta a não se levar muito a sério. Os atores estão extremamente confortáveis em seus papeis, Chris Hemsworth nos oferece um Thor debochado e auto-satirizado, Cate Blanchett está simplesmente magnífica como Hela, ouso dizer que é a vilã mais interessante que a Marvel trouxe até então, inclusive não acharia estranho que ela retornasse!

Além disso, o filme faz um ótimo uso da trilha sonora, a paleta de cores é sempre estridente, o que combina muito com o clima divertido do projeto e a fotografia e efeitos especiais não são nada que não tenhamos visto nos outros filmes da Marvel, exceto pela captura de movimento que está cada vez melhor! Resumindo, se você procura por um filme de super-herói para assistir com um balde de pipoca e um refrigerante grande do lado, certo de que vai se divertir e gargalhar muito com o que vai ver, esse filme é para você, agora se você espera algo mais sério e sisudo, talvez deva aguardar pelo próximo lançamento da DC.

Quantos cafés “Thor: Ragnarok” merece?

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